Levar uma vida tranquila é para os fracos




Uma pessoa até é da paz, até gosta de fumar um cigarro a olhar para o horizonte, com o chilrear de algum pássaro como música de fundo.... e de repente, o pássaro lança-nos uma cagada na cabeça!
O que acontece a seguir? O corpo começa a reagir: as mãos começam a tremer, ficamos com urticaria nervosa, a visão começa a ficar turva, o coração parece que nos vai sair pela boca, juntamente com os palavrões que vão aumentando de volume no compasso dos  batimentos cardíacos. A este estado de insanidade, dá-se o nome de ansiedade.
A ansiedade decidiu viver connosco e acompanha-nos no dia-a-dia, sempre pronta a pregar-nos partidas, essa sacana, esse Belzebu!
Acontece quando andamos tipo zombies, que mal conseguimos manter os olhos abertos, mas quando vamos para a cama, vemos todos os episódios de Mentes Criminosas que, por acaso, são repetidos.
Acontece quando sentimos a cabeça tão pesada que chegamos a pensar que vai rolar pelo corpo fora a qualquer momento, temos a certeza que é um tumor. E quando ouvimos barulhos estrondosos durante a noite, no andar de baixo? Certezinha que anda gente dentro de casa e como foram descuidados ao fazerem tanto barulho, agora vou ter de lutar pela própria vida.
Gastamos uma pequena fortuna na lavandaria para mandar lavar aquele casaco bege, lindo e super delicado, vestimos-lo e saímos e vai metade do casaco preso na porta do carro, a esvoaçar do lado de fora, a encher-se de óleo. Quando vamos a entrar para o carro e por alguma razão, a nossa cabeça cresceu imenso, mandando uma cabeçada monumental na porta que até faz ricochete para trás.
Acontece quando fazemos uma lista detalhada em casa do que precisamos de comprar no supermercado e quando lá chegamos, apercebemos-nos que a lista ficou no balcão da cozinha e o nosso cérebro não fixou nadinha. Voltamos para casa sem nada ou cheios de porcarias!
E quando vamos às compras com a ideia fixa de comprar umas calças pretas, de bom tecido e modelo baggy e, como que por magia, parece que nunca existiram? As que existem, ou apertam no "rego" ou na "rega" e fazem foles dos lados, qual palhaço do circo.
Acontece quando vamos viajar para um lugar paradisíaco, que nos custou dois anos a juntar dinheiro e quando entramos no avião, temos a certeza que não saímos vivos dele, porque estas férias são boas demais para ser verdade.
E quando vamos tranquilamente a conduzir, na nossa faixa de rodagem e, do nada, se nos aparece um carro como que caído do céu e temos de travar e rodar o volante até ficarmos completamente virados do avesso e quando finalmente saímos do nosso estado de choque, não está mais ninguém na rua a não sermos nós?
Quando estamos na praia quase a passar para o outro lado e, subitamente, ouvimos gritos e pensamos que é desta que vamos ser engolidos por um tsunami.
Acontece quando paramos o carro nos semáforos e pára uma mota mesmo ao nosso lado, a fazer um barulho ensurdecedor e a largar fumo, que quando o sinal fica verde já estamos em condições de sermos assistidos pelo INEM.

São estas e muitas outras coisas que me fazem ponderar alternativas aos ansioliticos, pois eles não andam a fazer grande efeito. Feliz ou infelizmente, não sei, as alternativas apresentam-se em valores que eu acho completamente proibitivos e parvos!

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4 comentários:

  1. Ahahahahahahahahaha ... quando descobrires uma alternativa avisa, sofro do mesmo! ;)

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  2. Valeriana. Que curiosamente, também cura urticária! A melhor tem pasiflorina e flor de laranjeira (compro em frascos no Pingo Doce). Mas como alguém disse, a vida é como o pilates: se está muito fácil, não vamos obter resultados!

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