A obsessão pela ostentação



Em altura de crise mundial, económica, mas principalmente moral, nunca foi tão importante para as pessoas ostentar!
Afinal parece que nunca viveram tão bem como agora. Basta abrir o Facebook para ver como a vida é bela, corre às mil maravilhas e é obrigatoriamente registada com fotos radiosas, férias inesquecíveis, sunsets na praia, beijos apaixonados, crianças perfeitas, festas ao mais alto nível, presentes espectaculares, comidas deliciosas, gin´s ao luar, and so on..... perdoem-me se me esqueci de alguma coisa, na verdade, a minha vida é bastante maçadora.
Ao mesmo tempo, vai-se criticando tudo o resto, mais medíocre, como é óbvio. Vai-se torcendo o nariz ao povinho, tão provinciano e pobre, que se levanta todos os dias da semana para ir trabalhar e ao fim do dia só quer ir para casa e poder descansar um pouco antes de começar tudo de novo.
Acontece que é considerado de mau gosto dar a impressão de que se é rico ou que se vive uma vida de sonho. Quem realmente o é, não se interessa em mostrar, tem mais que fazer...
As palavras "rico" e "opulento" adquiriram um sentido deveras pejorativo, quer se apliquem à decoração de uma casa ou à aparência física. "Ostentar" torna-se assim sinónimo de "vulgar" e "deselegante".
A verdadeira opulência, tal como o verdadeiro luxo, deve ser praticamente imperceptível, só sendo reconhecido aos olhos de quem o conhece.
No fundo, tudo não passa de uma encenação ridícula em que as pessoas passam metade do tempo a fingir ser mais do que são, e outra metade a ver como os outros parecem sê-lo ainda mais.
Margaret Tatcher uma vez citou uma frase muito apropriada: " Ser poderoso é como ser uma senhora. Se precisas de dizer que o és, é porque não és."

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4 comentários:

  1. Não poderia estar mais de acordo!
    É triste hoje em dia ver as pessoas a preocuparem-se mais com o que tem que ter ,em vez de darem valor ao que têm !

    beijinho

    http://themoschinogirl.blogspot.pt/

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  2. Sem duvida! E ser assim deve ser muito triste, para não dizer cansativo, porque perdem tempo a tentarem serem o que não são, tempo esse que podia ser aproveitado a viver sem "encenações"!

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  3. Pois, há por aí muito fogo de vista!

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  4. Queremos mais e mostramos demais... Consumimos mais do que produzimos. Somos montra (falida) de futilidades com as quais nos regozijamos de forma inocentemente idiota. Enfim, a insegurança, o ter, o parecer... Texto impecavelmente escrito e que termina de forma provocatória com o pensamento de Thatcher. Continua a escrever, sobretudo, a inquietar.

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