A caminho da felicidade



Vivemos num mundo em que a oferta é inesgotável, assim como a informação e quando nos deveríamos sentir satisfeitas e realizadas, a tendência tem sido totalmente contrária.
Não seria de prever que o vasto leque de opções que nos são oferecidas diariamente, nos proporcionasse contentamento a vários níveis?
Quantas mais escolhas existem, mais altas são as expectativas e maior é o desapontamento.
Hoje em dia, somos levadas a acreditar que merecemos tudo sem qualquer sacrifício e que a nossa felicidade é dependente da quantidade de bens que possuímos, da marca do nosso carro e das nossas roupas, do tamanho da nossa casa, do montante do nosso ordenado, do estatuto social, etc. Que treta. Todos os dias vemos frases de incentivo nas redes sociais a dizer que o que importa é ser feliz ( a qualquer custo ) - mesmo que isso implique passar por cima de outros, sem ter em consideração o facto de poder magoar e acabar com a vida de alguém, que tanto lhe custou a construir; mesmo que implique estar sempre a meter o pé na poça!
Pois, eu não concordo com esse lema e acho deplorável que, em nome da felicidade, se perca o orgulho, a moral e a dignidade.
Não penso que seja necessário fazer alguém infeliz, em prol da própria felicidade. Muito pelo contrário.
Pergunto-me inúmeras vezes, como é que algumas pessoas conseguem dormir de noite? Não acredito que se possa ser feliz, tendo um rasto de destruição atrás de si.
Para mim, a felicidade não se toca, sente-se. E está nas coisas mais básicas e simples do nosso dia-a-dia. Vai-se construindo ao longo do tempo, tornando-se mais sólida à medida que vamos tendo mais certezas e deixando as dúvidas no passado. Está num grupo de amigos unido e verdadeiro, porque quem tem amigos, tem tudo o que precisa. Está naqueles minutos diários que dedicamos só a nós, a fazer coisas que gostamos, a pintar as unhas ou a passar aquele creme cheiroso no corpo, depois de um banho reconfortante. Está no auxilio que prestamos a quem necessita, pois faz-nos sentir tão bem e tão completas. Está na compaixão que nutrimos por outrem, num dia de sol e naquela música que nos dá vontade de dançar.
A felicidade vem quando começamos a gostar de nós e de quem somos, apesar dos erros cometidos, pois ninguém é perfeito e errar faz parte do nosso crescimento e aprendizagem. Não nos podemos estar sempre a lamentar por isto ou aquilo, devemos conseguir perdoar-nos e perdoar, fazer as pazes com o nosso eu e ver o que temos de bom e de belo. E, de repente, apercebemo-nos do quanto somos felizes!


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1 comentários:

  1. Tão verdade tudo o que aqui disseste! Um recado para mim também ás vezes!
    Beijinhos
    elisaumarapariganormal.blogspot.pt

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