As diferentes fases da amizade feminina



Chega uma certa altura da nossa vida em que olhamos para o nosso armário e apercebemo-nos que só temos farrapos para vestir. Então, começamos uma total demanda em que despachamos a maior parte das nossas coisas e ficamos unicamente com aquelas que realmente nos fazem sentir bem, que têm bom ar e bom caimento e que, devido ao corte ou ao modelo e qualidade, são peças com longevidade, muito além das tendências.
Coincidência ou não, acontece o mesmo com as nossas amizades.
Houve uma altura em que saía todas as sextas e sábados, conheci e vi muitas pessoas com as quais trocava umas palavras pela noite fora. O meu telemóvel estava carregado de números de gente com quem eu só saía à noite e, esporadicamente, encontrava para ir ao café ou à praia.
Numa noite dessas caiu-me a ficha e vi-me rodeada de gente que não me dizia rigorosamente nada!
Não eram más pessoas, mas também não eram minhas amigas.
Que é que eu costumo fazer nessas situações?
Fecho-me no meu mundo até descobrir o que fazer a seguir. Desapareço.
Tudo ficou muito mais fácil, quando dei por mim na minha vidinha e ninguém se preocupou em procurar-me e em saber como estava. Além disso, a súbita doença de um amigo próximo ( que era mesmo meu amigo ) que acabou por falecer, também mexeu imenso comigo e com a minha maneira de ver as coisas. Foi um choque muito grande. Ainda hoje penso nele imensas vezes. Pessoas como ele deviam ter o direito a viver até aos 100 anos e com saúde. Adiante...
De forma natural, troquei essas noites vazias por programas mais significativos, com pessoas com quem gosto realmente de estar.
Tenho a sorte de ter amigos que continuam a sê-lo ao longo da minha vida. Alguns que vêm desde a infância e outros que se têm tornado melhores com o tempo.
Sim, estou a ser tão selectiva com o que entra no meu roupeiro, como com as pessoas com quem divido a minha vida. Acho que é uma questão de sanidade mental.
Roupas, amigos, comida e homens só podiam e podem entrar na minha vida, se me tornarem uma pessoa melhor.
Dá muito trabalho. Por vezes faz-nos sentir mal e solitárias, mas no fim compensa milhões!
Agora, dedico-me mais a mim do que a esforçar-me para ser aceite por pessoas cheias de moral e poucos valores.

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2 comentários:

  1. Concordo. Também em algumas alturas da minha vida tive "amigos" apenas de noitadas, depois cresci =)

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