O nome dela é Psique....




Era uma vez uma bela princesa, admirada e temida por todos porque parecia ser demasiado independente. O seu nome era Psique.
Desesperado porque ia ficar com uma filha solteira, o seu pai recorreu ao Deus Apolo, que decidiu resolver o problema: ela devia permanecer sozinha, vestida em trajes de núpcias, no alto de uma colina. Antes do amanhecer, um terrível  monstro viria para se casar com ela.
O pai fez o que Apolo ordenara e ela foi enviada para o alto da colina. Apavorada, enregelada, mas corajosa, Psique espera que se cumpra o seu destino acabando por adormecer, certa de que iria morrer. Porém, no dia seguinte, despertou num belo palácio convertida em rainha. Encontrava-se todas as noites com o seu marido, mas ele exigia-lhe que obedecesse a uma única condição: confiar totalmente nele e nunca ver o seu rosto.
Depois de alguns meses juntos, ela estava apaixonada por ele - que tinha o nome de Eros. Adorava as suas conversas, tinha imenso prazer em fazer amor com ele e era tratada com todo o respeito que merecia. Ao mesmo tempo, temia estar casada com o terrível monstro.
Certo dia, não conseguindo mais controlar a sua curiosidade, esperou que o marido adormecesse, moveu delicadamente o lençol e, com a luz de uma vela, conseguiu ver o rosto de um homem de incrível beleza. Mas a luz despertou-o e, percebendo que a mulher não tinha sido capaz de ser fiel ao seu único pedido, Eros desapareceu.

   “O Amor não vive sem confiança.”

Eros refugiou-se no castelo de Afrodite, sua mãe, para que ela lhe curasse a dor.
Revoltada, Afrodite jurou que Psique nunca mais veria o seu filho novamente.
Abandonada por Eros, Psique percorreu todos os oráculos da Grécia à procura do seu amado, mas sem sucesso. Por fim, decidiu pedir ajuda à própria Afrodite sendo recebida com escárnio. Para dar noticias do filho, Afrodite impôs-lhe várias tarefas impossíveis de serem cumpridas por uma mortal, sendo a primeira delas reunir um grande número de grãos de todas as sementes do mundo.
Vendo a sua dedicação e fadiga em conseguir cumprir a tarefa, os deuses do Olimpo ficaram comovidos e Apolo ordenou às formigas que juntassem os grãos à volta da princesa.
Afrodite, furiosa, fez com que ela passasse a dormir no chão frio e como alimento teria a côdea de um pão duro e velho, para que definhasse e perdesse a beleza. Psique, nem pestanejou!
Começou a ficar fraca, envelhecida e acabou por perder a sua beleza, ficando envolvida no sono da morte.
Entretanto, Eros curou-se e foi à procura do amor perdido. Quando a encontrou naquele estado e ao saber de todos os sacrifícios que ela fizera pelo seu amor, decidiu desposá-la.

 O Amor cobiçara a mortalidade da Alma, apaixonando-se por ela, fazendo-a imortal. Amor e Alma estavam unidos para sempre, imortais que eram, só um poderia fazer o outro feliz e completo. Da união dos dois nasceu a Volúpia.

Seguimos os caminhos tortuosos e luminosos, deixamo-nos ir ao mais alto da Terra ou ao mais profundo dos mares, mas confiamos na mão que nos conduz. Se não nos deixamos assustar, despertaremos sempre num palácio; se tememos os passos que serão exigidos pelo amor, o resultado é que não conseguiremos mais nada!

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