La Habana, Cuba


Como sabem, acabei de voltar de Cuba. Foi a minha primeira vez neste país e fiquei completamente rendida. O itinerário foi Havana e Varadero, mas hoje vou falar-vos exclusivamente de Havana.
Apaixonei-me por Havana!
Havana tem banda sonora, cheira a gasolina e sabe a piña colada de dia e mojito à noite. Embora já se vejam mudanças, bem evidentes da era de Fidel a ficar para trás, continua a dar a sensação que acabámos de aterrar nos anos 50.
Viajar até Cuba é o cabo dos trabalhos, mas vale bem a pena. A primeira dica que dou é, levem só uma mala. A segunda é, vão logo a uma casa de cambio trocar o vosso dinheiro pela moeda local. Lá são usadas duas moedas: uma para os cubanos ( pesos cubanos ou CUPs ) e outra para os turistas ( pesos convertidos ou CUCs ). Lá só aceitam mesmo os CUCs ( um CUC equivale a 25 CUPs ). Levem dinheiro, pois vai ser sempre a "destrocar" em transportes, comidas, bebidas, charutos e gorjas. Roupa e calçado confortáveis e frescos são essenciais, pois as caminhadas serão muitas e entusiasmo também.
As pessoas são muito simpáticas e conversadoras, mas já começa a ser muito assédio ao turista para tentar sacar algum dinheirito, só que é tudo na descontra, sem insistência se virem que não estamos para aí virados.
Chegámos a Havana na quinta à noite e fomos logo abordados por um taxista que tinha um Lada a cair de velho. O nome dele era Peña e era um ex-militar que passou a ser o nosso taxista na cidade e nos orientou sobre sitios a visitar e como chegar lá. Durante o dia andámos nos autocarros panorâmicos, à noite, o Peña vinha buscar-nos.
A primeira paragem foi a Bodeguita Del Medio para beber um dos mais famosos mojitos de Cuba ao som do ritmo cubano "son", que é uma mistura de salsa, rumba e cha cha cha. E que som maravilhoso, que vozes poderosas... é, literalmente, embriagante!
As paredes da Bodeguita estão repletas de assinaturas dos seus visitantes, ilustres ou não. Eu não assinei. Não fui preparada. Dentre os seus frequentadores célebres estão: Pablo Neruda, Errol Flynn e Ernest Hemingway que escreveu nas suas paredes: " My mojito in La Bodeguita, my daiquiri in El Floridita". Depois da Bodeguita, ainda fomos a outro bar que tinha uma banda local a tocar, não me lembro do nome.





O dia seguinte e dia do meu aniversário, festejámos com uma maratona pelas ruas de Havana. Comprámos um bilhete de autocarro, que era válido para o dia inteiro e fomos à descoberta da cidade!
Iniciámos a jornada em Malecón, um dos lugares que mais revela o modo de vida da cidade. Malecón é uma avenida com 7 kms à beira-mar, onde as pessoas se reúnem para conversar, namorar, pescar, cantar e dançar, fumar charutos, beber rum e ver o por do sol. Nós passávamos e ouvíamos o som de um saxofone de um cubano sentado na berma do muro. Era impossível não esboçar um sorriso.






Passámos pelo Trade Center Miramar, mas não parámos. Assim como pelo cemitério Colón. Eu queria parar, mas na correria de ver tudo, não houve oportunidade. De qualquer modo, deu para ficar com o registo visual do panorâmico. Não é que seja admiradora desses sítios, mas é impossível ficar indiferente a este cemitério. Sem querer ser mórbida, é belíssimo! Em 57 hectares, acumula um conjunto admirável de obras de arte, com imensos mausoléus, capelas, panteões e galerias. A sua caracteristica mais notável é a quantidade de belas esculturas e a diversidade de estilos arquitectónicos, sendo considerado como um dos três maiores e mais luxuosos cemitérios do mundo.



Dali fomos à Praça da Revolução e, de seguida, perdemos tempo a vaguear pelo centro antigo, declarado Património Cultural da Humanidade pela UNESCO.



















À noite começámos por ir à Fortaleza de San Carlos de La Cabaña, assistir ao Cañonazo que é uma cerimónia tradicional em que os militares lançam um tiro de canhão. Esta cerimónia acontece todos os dias, às 21h em ponto. Do cimo da Fortaleza, somos presenteados por uma vista fantástica da cidade e do mar com o por do sol a iluminá-la.







Depois da cerimónia, fomos jantar a um restaurante local que ficava no terraço de uma casa. Muito tranquilo, pouca gente e boa comida.




No final éramos para ir ao Tropicana, mas o cansaço era muito...
Ficou tanta coisa por ver e conhecer. Havana é, de facto, uma cidade apaixonante. Pode ser que lá volte um dia.







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